A nova diretoria do BNDES anunciou a revisão de todos os contratos de financiamento no exterior para empresas de engenharia e construção. A decisão afeta 47 projetos da carteira do banco, dos quais 25 já foram contratados
Informações sobre os financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a projetos no exterior, que a administração lulopetista evitava divulgar sob a alegação de serem estratégicas e protegidas pelo sigilo bancário, agora serão colocadas à disposição do público pela instituição. Atendendo à requisição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de associações de auditores e membros do Ministério Público de Tribunais de Contas, a diretoria do banco passará a divulgar no seu site todas as informações sobre financiamentos externos, operações internas e parcerias com instituições estrangeiras.
É uma mudança notável em relação às práticas correntes na era lulopetista, quando o BNDES foi intensamente utilizado para dar apoio financeiro a projetos empresariais selecionados de acordo com os interesses do governo. A escolha desses projetos, anunciava a gestão anterior, tinha como objetivo a criação de “campeões nacionais”, isto é, empresas brasileiras que poderiam se tornar líderes regionais ou internacionais em seu segmento de atuação. Essa política levou à forte concentração de recursos do BNDES em um número relativamente pequeno de empresas. Entre elas estão a JBS, grande doadora para as campanhas do PT, e empresas ligadas ao grupo de Eike Batista.