Fonte: Folha de S. Paulo
Em Niterói, depois que prédios do Minha Casa Minha Vida que receberiam sobreviventes do Morro do Bumba racharam, o desperdício ficou evidente. Dois edifícios foram demolidos antes mesmo de serem ocupados. A cerca de 30 quilômetros dali, em Itaboraí, o prejuízo aos cofres públicos se materializa em forma de abandono. Já faz quase dois anos que estão paradas as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Itambi, para a construção de 256 unidades habitacionais destinadas a moradores de áreas de risco da região, próxima ao Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj). Os oito prédios já foram erguidos. Mas ficaram inacabados, quatro deles sem reboco e pintura.
E exibem os sintomas do tempo deixado de lado, como infiltrações, buracos abertos nas fachadas, infiltrações e janelas quebradas. Segundo o secretário municipal de Habitação, Wolney Trindade, as obras começaram há seis anos. E, na gestão anterior da prefeitura, chegaram a ser gastos R$ 16 milhões dos R$ 20 milhões do projeto, em parceria com o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal. Mas levantamentos feitos desde o início deste ano, afirma Wolney, indicam que faltam cerca de 22 mil itens, como piso, pias, lâmpadas e acabamento, para completar o empreendimento.