Ônibus deveriam estar rodando desde março na Cristiano Machado e no centro; custo subiu R$ 707 mi. Prefeitura atribui atraso a adutora rompida e a demora na liberação de recursos federais
A estação de transferência capaz de abrigar cem pessoas com conforto, na avenida Cristiano Machado, hoje é só uma estrutura inacabada. Mas segundo as promessas da Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), ela já deveria estar funcionando há sete meses para embarque e desembarque de passageiros, junto com os corredores de ônibus rápido da Antônio Carlos e do centro, nas ruas Santos Dumont e Paraná. Com obras atrasadas, o BRT - modelo apontado pela prefeitura como a solução da mobilidade para o transporte público - será entregue com até 19 meses de atraso. Ele também ficará mais caro. São R$ 707 milhões a mais - o custo inicialmente divulgado de R$ 1,023 bilhão passou para R$ 1,730 bilhão. A prefeitura nega o aumento de custo e atribui o atraso ao rompimento de uma adutora e à demora na liberação de recursos federais.
Segundo o cronograma do município acertado com o governo federal, o BRT da Cristiano Machado e do centro deveriam ter sido concluídos em março. Mas de acordo com a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), os corredores do BRT só serão entregues em agosto e outubro de 2013, respectivamente.