Após conseguir o aumento do teto dos preços do Minha Casa, Minha Vida - que agora chegam a até R$ 170 mil - a construção civil aguarda uma segunda medida do governo: a ampliação da renda do comprador, que continua em R$ 4,9 mil, no máximo. Isso porque não houve uma correção proporcional da renda, nos casos em que o valor do imóvel passa de R$ 130 mil para R$ 150 mil ou R$ 170 mil (em todas as capitais e cidades acima de 1 milhão de habitantes). Da forma como foi feita, a extensão do teto - embora maior do que o previsto - pode ser pouco aproveitada em função da limitação da renda do comprador.
Para concessão do crédito, a conta é feita de trás para frente: a partir da renda familiar, chega-se ao valor do apartamento e do subsidio (caso se enquadre na faixa que conceda o benefício). Ou seja, não adianta o apartamento custar R$ 170 mil, porque o financiamento máximo passa pouco dos R$ 130 mil.