Até agora o FGCN não garantiu nenhuma operação para as indústrias da construção naval e de petróleo e gás
O Fundo Garantidor da Construção Naval (FGCN) recebeu o maior aporte de recursos do Tesouro entre os novos fundos garantidores criados pelo governo. Em 1º de março, o Tesouro capitalizou o fundo com ações de empresas de sua propriedade no montante de R$ 1,3 bilhão. O valor representa 26% dos até R$ 5 bilhões que a União está autorizada a colocar no fundo. No início de agosto, o patrimônio líquido do FGCN era de R$ 1,15 bilhão. A redução no capital do fundo foi motivada por perdas com aplicações financeiras resultantes da queda da Bovespa.
Até agora o FGCN, que é administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF), não garantiu nenhuma operação para as indústrias da construção naval e de petróleo e gás. O fundo cobre risco de crédito e de performance. No primeiro caso, o fundo cobre o risco de atrasos no cronograma. É a hipótese de uma empresa de navegação não conseguir pagar o empréstimo contratado para construir um navio porque o estaleiro atrasou a obra. A cobertura de performance envolve o risco de o estaleiro não concluir a obra e obrigar o armador a transferir a embarcação para terminá-la em outro local.