O Ministério de Minas e Energia está conduzindo uma série de estudos para inserir a energia solar fotovoltaica para uso residencial no país, o que deve estimular investimentos na indústria de equipamentos de painéis solares. Existe uma forte pressão de fornecedores, a exemplo do que aconteceu com a eólica, para que esse tipo de energia faça parte da matriz brasileira. O secretário de Energia do ministério, Altino Ventura Filho, disse que os primeiros estudos foram terminados e resultaram numa estimativa de que cada megawatt hora custaria ao consumidor final entre R$ 1 mil e R$ 1,2 mil. "É ainda muito caro, mas investidores estrangeiros já mostraram que é possível abaixar em até 50% esse custo", disse Ventura.
O secretário explica que hoje o consumidor residencial paga R$ 500 por MWh, mas se os sinais vindos do exterior estiverem certos, logo o país poderá inserir esse tipo de energia em sua matriz. Grupos de estudos foram formados para estudar a melhor forma de viabilizar os leilões desse tipo de energia e ainda possibilitar que seja regulamentada no país a figura do consumidor/produtor. Como os painéis solares só produzem durante o dia, é preciso estabelecer formas de o consumidor receber energia das distribuidoras e poder jogar na rede elétrica a geração excedente que produzirá.