A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) mantém seu planos de fazer aquisições e de participar de novos empreendimentos como as hidrelétricas que serão leiloadas no dia 30. Para dar continuidade a essa política, a empresa teve de pedir uma espécie de "perdão" aos acionistas, porque os estatutos da companhia não permitem que a dívida ultrapasse 40% da capacidade de geração de caixa. Para este ano, os acionistas aprovaram um limite de 90%. Tendo o Estado de Minas como sócio majoritário, com mais de 50% das ações com direito a voto, não foi difícil ter essa aprovação. Mesmo assim, ela não contou com o apoio total de seus sócios e fundos de investimentos estrangeiros se manifestaram contra o "perdão".
O diretor financeiro da empresa, Luiz Fernando Rolla, já prevê a formação de um novo Fundo de Investimentos em Participação (FIP) para novas aquisições. Também prepara captações no mercado externo para poder alongar sua dívida, já que não tem como tomar empréstimos do BNDES. O banco não tem mais limite para emprestar ao setor público.