De catorze setores da indústria pesquisados pela FGV, em dez deles a perspectiva de emprego é igual ou maior que antes da crise
Setores da indústria que produzem insumos e equipamentos ligados à construção civil e a investimentos são os que estão hoje com melhores perspectivas para o emprego que no período pré-crise, aponta estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que comparou o emprego previsto para três meses no primeiro trimestre deste ano em relação à média das expectativas dos empresários de julho de 2007 a junho de 2008.
De 14 segmentos da indústria pesquisados pela FGV, neste ano quatro estão com perspectivas para o emprego equivalentes à fase pré-crise e seis setores já superam os resultados atingidos nesse período. São eles: minerais não metálicos, que englobam insumos usados pela construção civil; mecânica; celulose, papel e papelão; produtos de matérias plásticas ; vestuário e calçados e metalurgia. Nesse último setor, 35,2% das empresas pretendem contratar e praticamente nenhuma demitir. Antes da crise, 22,8% delas queriam admitir e 3% dispensar funcionários.