Em um mês sem tendência comum no mercado de metais, o níquel manteve-se como destaque, sustentando alta de quase 40% no acumulado do quadrimestre. A forte valorização do metal é atribuída à produção crescente de aço inoxidável (que leva altas doses de níquel), à recuperação gradual das compras europeias e ainda à atuação de especuladores. Na ponta oposta, em abril, os contratos de cobre lideraram as baixas dentre os mais negociados na Bolsa de Metais de Londres (LME), diante do pequeno efeito do terremoto, que atingiu o centro-sul do Chile, no fim de fevereiro, nas minas e no escoamento da matéria-prima.
Na avaliação do analista Leonardo Alves, da Link Investimentos, a tendência é de alta para os metais neste ano, em relação a 2009, quando o preço das commodities mergulhou junto com as principais economias do mundo. "Mas o ritmo de mais de 100%, como no caso do níquel, não deve se manter", afirma o especialista. "Os preços ficarão pelo menos estáveis (em relação à cotação atual)."