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Mercado imobiliário segue impactado pela alta na taxa Selic

Especialista analisa o setor e diz que corretores devem apostar em novas tecnologias e na transparência durante as negociações

Redação GC 06/02/2023 às 12h24
Mercado imobiliário segue impactado pela alta na taxa Selic

Fonte: Assessoria de Imprensa

O ano de 2022 foi bom para o mercado imobiliário brasileiro. Segundo pesquisa do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de imóveis de São Paulo (Secovi-SP), 56,2 mil imóveis residenciais novos foram comercializados entre janeiro e outubro apenas na região da Grande São Paulo.

Entretanto, o cenário pode estar prestes a sofrer mudanças para 2023 pois, apesar do número positivo, o total de contratos de venda de novas casas e apartamentos firmados foi menor do que o de novas residências construídas, que somou 56,6 mil.

De acordo com Nathan Varda, head da Propdo, proptech israelense que fornece soluções em software para tomada de decisão no segmento imobiliário, essas mudanças decorrem de fatores como a taxa Selic, que está em uma crescente desde abril de 2021.

“Em termos históricos, 2022 foi um grande ano para o mercado imobiliário brasileiro, mas será também lembrado como o ano que indicou o início de um novo cenário no segmento na capital paulista”, diz. Segundo ele, “o setor registrou forte crescimento a partir de abril de 2019, quando a Selic atingiu os 2%. Porém, desde abril de 2021, os juros voltaram a subir e já estão em 13,75%. Isso significa maiores riscos e mais gastos para todo mundo”.

Varda reforça que “há muitas oportunidades de compra, mas a demanda ainda está baixa, o que impacta em outro ponto: está mais fácil para os compradores negociarem valores abaixo dos pedidos pelos vendedores, mesmo nos casos em que os valores dos imóveis sobem abaixo da inflação”.

Outro dado trazido por Varda é sobre os imóveis na região central de São Paulo. “Em bairros como o Jardim Paulista, por exemplo, novos apartamentos custaram em 2022 em média R$ 27.000 pelo m², o que significa um aumento de 25% em relação ao ano de 2021. Imóveis de segunda mão, que já tiveram um ou mais donos, na mesma região custam cerca de R$ 14.000 por m², quase metade de um novo”, comenta.

Tendências para 2023 – De acordo com estimativas da Propdo, apesar dos números apresentados pelo estudo do Secovi-SP, há oportunidades para os investidores. No Butantã, por exemplo, os preços dos novos imóveis chegaram a subir 10% em 2022, o dobro da média registrada no município.

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