Há pelo menos três anos a inflação do setor fica acima do IPCA, inflação oficial do país, medida pelo IBGE.
O custo da mão de obra na construção civil passou de 0,79% no primeiro decêndio de maio para 4,03% em igual período de junho, pressionando o resultado do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) deste mês, divulga do no início da semana pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado foi uma taxa de 2,40% ante 0,66% registrado no primeiro decêndio de maio. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços subiu 0,65% contra 0,53% no mês anterior.
Dentre as atividades que registraram as principais altas no INCC do primeiro decêndio de junho estão: carpinteiro(4,88%), bombeiro (4,88%), pedreiro (4,4%), servente (3,89%) e ajudante especializado (3,79%)."O mercado está mais difícil. Desde o final do ano passado, te mos um número menor de obras iniciando, além de uma inflação mais elevada que afeta os trabalha dores e a cesta de materiais das construtoras", avalia a a coordenadora de estudos de construção da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ana Maria Castelo. "Está ocorrendo um ajuste do mercado imobiliário. As construtoras estão negociando mais", observa.