Ranking do Fórum Econômico Mundial deixa o Brasil em posição desconfortável para uma nação candidata a potência mundial
Frequentemente apontada como um dos principais gargalos da competitividade do País, a infraestrutura brasileira costuma fazer fiasco nas comparações internacionais. No ranking deste ano do Fórum Econômico Mundial, por exemplo, o País ficou em 109.º lugar em qualidade do transporte, entre 132 países avaliados. Essa fama, que certamente não combina com as perspectivas de um candidato a potência mundial, já ganhou o mundo. No fim de agosto, o jornal britânico Financial Times trouxe uma extensa reportagem sobre as condições de infraestrutura do País que sediará a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 e o retrato traçado não foi nada lisonjeiro.
O jornal afirmou que o Brasil passou anos surfando confortavelmente na valorização das commodities agrícolas e minerais e agora se deu conta de que a falta de investimentos em transportes, saneamento, telecomunicações e energia está travando o crescimento econômico. Uma das fontes ouvidas, diretor de um banco com sede na Inglaterra, afirmou que, sempre que conversa com investidores sobre o Brasil, os primeiros problemas que vêm à tona são, justamente, os entraves da infraestrutura.