A indústria fornecedora de bens e serviços para o setor de petróleo e gás recebeu com um misto de otimismo e cautela as regras para o primeiro leilão de partilha da produção no pré-sal.
Os estaleiros estão otimistas com a possibilidade de que o campo de Libra garanta a ocupação das instalações de construção naval em horizonte além de 2020. Mas segmentos da indústria, como o de máquinas e de eletroeletrônicos, consideram que será preciso esperar a definição dos projetos e dos financiamentos das plataformas que serão usadas nesse megacampo, o maior do pré-sal, para saber se a indústria nacional poderá ter maior participação nas encomendas de Libra.
"Temos esperança de aumentar a participação da indústria eletroeletrônica nos projetos do regime de concessão, mas também naqueles relacionados à partilha da produção, como é o caso do campo de Libra", disse Paulo Sérgio Galvão, coordenador da área de óleo e gás da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Ele afirmou que o setor fornece cinco sistemas para a indústria de petróleo e gás: automação, instrumentação e controle, medição fiscal, sistemas elétricos e de telecomunicação.