Para afastar pequenos, governo exigirá experiência mínima na gestão de 35 milhões de passageiros por ano
A presidente Dilma Rousseff anuncia amanhã a concessão de Galeão e Confins ao setor privado, deixando aberta a possibilidade de fazer o mesmo com os aeroportos de Salvador e Recife no ano que vem. Segundo fontes que acompanham a finalização do pacote de aeroportos, o edital vai restringir essas concessões a operadores estrangeiros com experiência mínima na gestão de 35 milhões de passageiros por ano. Para evitar indicações políticas, o governo quer executivos de mercado no comando desses terminais. A Infraero continuará no negócio, mas como sócio minoritário, com 49% de participação.
Também será apresentado um plano de longo prazo para estimular a aviação regional, com R$ 20 bilhões em recursos para investimentos em ampliação e construção de pequenos terminais, além da concessão de subsídios a empresas que quiserem operar rotas regionais. Para impedir casos como o da Gol, que comprou e depois fechou a Webjet, o governo vai restringir a entrada de grandes empresas, como Gol e TAM, no mercado regional. Além disso, um decreto permitirá que o setor privado construa e explore aeroportos destinados exclusivamente a aviação executiva e táxi aéreo.