O governo continua a estudar soluções para os gargalos na transmissão que têm prejudicado a expansão da geração no país. Entre eles, as centrais de conexão responsáveis pela ligação parques eólicos ao sistema interligado (ICGs), devem deixar de existir nos próximos leilões A-3. “Nesses certames, as empresas não contariam mais a opção da ICG, tendo buscar áreas com subestações, em operação ou que já tenham sido licitadas”, explicou o diretor de Estudos de Energia Elétrica, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), José Carlos de Miranda.
Pensadas inicialmente como um meio de reduzir os custos das usinas com transmissão, as ICGs são centrais que foram idealizadas para conectar os parques localizados no interior, eliminando a necessidade da construção de grandes linhas. Mas como o estudo para definição de quais subestações seriam construídas foi feito somente após o leilão, parte dos projetos acabou atrasando, sendo que alguns parques ficaram prontos, mas não puderam injetar energia na rede.