Os atos de vandalismo que há seis meses puseram na lona a construção da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira (RO), servirão de lição para estruturar o canteiro de obras da usina de Teles Pires. Em linhas gerais, tratam-se de medidas para ampliar a segurança do trabalhador e da infraestrutura local, afirma Victor Carvalho Marques, gerente de obras civis do Consórcio Construtor Teles Pires (CCTP), formado pelas empresas Odebrecht Energia, Voith e Alston.
Em Teles Pires, os alojamentos serão todos montados com placas metálicas com isolamento térmico e ar condicionado, para impedir ocorrências de incêndio. Os caixas bancários de autoatendimento foram riscados na lista. Se quiser dinheiro, o funcionário terá de ir até a cidade para sacar. Em Paranaíta, será instalada uma agência da Caixa Econômica Federal para apoiar os trabalhadores. "É uma questão de segurança. Não há mais condições de correr esse tipo de risco. De qualquer forma, as pessoas poderão consumir tudo localmente, e terão os gastos registrados no holerite", comenta Marques.