Com a forte expansão do setor de petróleo e gás, que deve se acentuar nos próximos anos na área de exploração, produção e construção naval para atender as demandas de navios da Petrobras, o setor vive um apagão de talentos que as universidades não estão dando conta de atender pela falta de infraestrutura e formação de corpo docente. Em quase dez anos houve um crescimento de 148% no número de empresas do setor que operam no país, passando de 37 em 2000 para 90 em 2009; e de 463% nas que atuam com exploração e produção, cujo número saltou de 8 empresas em 2000 para 45 em 2009. Além disso, os requisitos profissionais estão mudando, o que exige um esforço adicional das empresas em termos de capacitação.
Desde a quebra do monopólio estatal, com a criação de um ambiente de ampla competitividade, não basta mais só o conhecimento técnico. Habilidades gerenciais e executivas, que envolvem conhecimentos de gestão de contratos, gerenciamento de projetos, análise financeira de investimentos e gestão de fluxo de caixa, identificação e a avaliação de oportunidades e tomada de decisões estratégicas, são alguns dos novos requisitos. Para lidar com a escassez, as empresas buscam soluções inovadoras. Elas investem em parcerias com instituições de ensino e criam iniciativas próprias de formação e capacitação, envolvendo profissionais mais experientes em modelo de tutoria com os mais novos e reciclagens internacionais.