A demanda por embarcações de grande porte – em especial, as destinadas à exploração de petróleo na área do pré-sal – promete alavancar a indústria de construção de navios, sondas e plataformas no País. A Bahia já está inserida neste movimento: duas plataformas de perfuração de petróleo estão sendo construídas pela iniciativa privada, um estaleiro encontra-se em fase de projeto e o Estado ainda planeja criar uma nova área para a construção de módulos – equipamentos usados nas plataformas de petróleo. Juntos, estes projetos somam investimentos da ordem de R$ 1,7 bilhão e a geração de empregos que pode ultrapassar dez mil postos de trabalho.
Só as plataformas P-59 e P-60 representam R$ 1,2 bilhão e já empregam 1,5 mil profissionais – até julho do próximo ano a obra deve ter mais mil profissionais, devido à chegada do pico na sua construção. Até agora, a mão-de-obra contratada é, em grande parte, da região de Maragojipe e municípios próximos (56%). Cerca de 29% são de outros locais da Bahia e o restante, de outros estados. “A maioria dos cargos é de soldador, caldeireiro, lixador, encanador e maçariqueiro. Esses profissionais são recrutados aqui na região e treinados por nós”, explica Paulo Célio Aparecido, gerente de sítio das obras.