De olho na execução do plano de investimentos de R$ 236 bilhões até 2020, a presidente da Petrobras, Graça Foster, não estava brincando ao apontar para seu relógio de pulso e prevenir, minutos antes das 12h, nesta quinta-feira, na sede da Federação das Indústrias (Fiergs), em Porto Alegre. “O tempo já começou a contar para a entrega da P-74. Meu relógio começou a correr”, avisou Graça Foster aos diretores da Estaleiros do Brasil (EBR), que assinaram o contrato para montar a plataforma em São José do Norte. Mas a EBR tem tempo (a entrega é em 2016). Quem está com os prazos estrangulados são os construtores e integradores de outros três projetos (P-55, P-58 e P-63), em fase final de montagem em Rio Grande, com as conclusões agendadas entre julho e novembro deste ano. Do plano total, 62% será injetado na produção.
Graça Foster foi à cidade nesta quinta-feira para fazer o que chamou de “checklist” dos trabalhos. “Falando em petróleo, governador (Tarso Genro), o senhor já viu a responsabilidade que tem na curva”, direcionou a Tarso, em meio à apresentação da escalada da produção de óleo amarrada com a operação de novas bases. A “curva” traduz a meta de sair de produção de quase de 2,15 milhões de barris ao dia (produção máxima alcançada recentemente) em 2013 para 4,2 milhões de barris ao dia em 2020. A nova capacidade tentará alimentar as refinarias existentes e novas em execução e a serem concluídas em sete anos. Com crescimento da demanda por combustíveis de 4,2% ao ano, a estatal tenta reduzir a dependência de importações de derivados, que geram hoje queda de rentabilidade. Até 2015, a capacidade de processamento da Petrobras será de 2,4 milhões de barris ao dia, enquanto o mercado comprará 3,4 milhões. “Temos uma folga de 972 mil barris ao dia para ser coberta por novas refinarias até 2020”, aponta o diretor de exploração e produção, José Miranda Formigli Filho.