O governo estuda adotar uma série de mudanças nas regras para os leilões de energia nova deste ano.
O objetivo é aumentar a segurança da oferta e reduzir atrasos na construção dos empreendimentos, após a frustração com o grupo Bertin, que não tirou do papel mais de 4,5 mil MW de usinas negociadas em leilões anteriores. As novas medidas, porém, podem gerar um efeito colateral: o aumento do preço futuro da energia, revertendo a trajetória de queda nos últimos anos e que chegou ao patamar de R$ 100 por MWh.
O governo trabalha com a possibilidade de realizar três leilões de energia nova em 2013, sendo um "A-3" (para entrega de energia em 2016), um "A-5" (para entrega em 2018) e um leilão de reserva exclusivo para eólicas. E é justamente para as eólicas que estão previstas as mudanças mais significativas. A ideia é aumentar o rigor do critério de cálculo da garantia física (volume de energia comercializável) dos parques eólicos. Na prática, um projeto com a mesma capacidade nominal terá uma quantidade menor de energia para vender.