Desde 2008, os fundos private equity já aplicaram 4,5 bilhões de dólares na economia brasileira
O mercado financeiro vai muito além dos bancos e das bolsas de valores. Dentre seus variados tipos de agentes, têm se destacado no Brasil os chamados fundos de private equity – instituições que reúnem recursos financeiros para investir em empresas. A conjunção de investidores capitalizados numa ponta e companhias saudáveis e promissoras na outra, tendo como base o forte crescimento da economia doméstica, tem permitido a esse segmento atravessar uma fase de forte expansão. Segundo dados da consultoria Ocroma Alternative Investments, esses fundos aplicaram no país pouco mais de 4,5 bilhões de dólares entre 2008 e 2010 (período em que a economia mundial titubeou devido à crise). Só neste ano foram aportados mais de 1,5 bilhão de dólares. Sua atuação garante ainda mais dinamismo à economia, ao oferecer alternativa de financiamento e expertise de gestão ao setor privado.
O mais recente caso a traduzir a ebulição deste mercado foi verificado nesta segunda-feira, quando o fundo da gestora BTG anunciou a aquisição de 100% da comercializadora de energia Coomex. Foi sua 12ª compra em 19 meses, num investimento total para o período de 850 milhões de reais. Outros alvos foram as redes de hospitais São Luiz e D’Or, além da Farmais. O caso do BTG é também revelador do fato de que, apesar de pouco conhecidos, a atuação destes fundos traz impactos diretos à população, pois eles freqüentemente compram e modificam empresas das quais todos somos clientes e consumidores. É o caso da rede de fast food Burger King, que foi adquirida em 2 de setembro pelo fundo de private equity 3G, dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.