Fôlego a mais. Com a injeção dos recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, que atingiu R$ 594,4 milhões em março, ramo registrou alta de 6% de janeiro a maio
As vendas do varejo de material de construção, que vinham em trajetória de queda desde 2015, voltaram a crescer no acumulado de janeiro a maio deste ano, com avanço de 6%, na comparação anual. A alta foi impulsionada pela liberação dos recursos de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Influiu também no desempenho a queda da inflação e dos juros, além da enorme demanda reprimida que se formou durante os dois últimos anos de crise. Em 2016 e 2015, as vendas recuaram 6,5% e 5%, respectivamente, em termos nominais. Os dados são da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), que prevê para este ano um crescimento de 5%, na mesma base comparativa. "Temos sentido um pequeno reaquecimento do mercado, principalmente na parte de manutenção. O consumidor que adiou por dois ou três anos a reforma do imóvel, não tem mais como adiar", afirma o presidente da entidade, Cláudio Elias Conz.