A parceria da Petrobras com a estatal venezuelana PDVSA para a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco - que tantas viagens presidenciais de ambas as partes custou -, continua no papel. Embora o acordo para efetivar a parceria tenha sido assinado no final de outubro do ano passado, cabendo 60% do projeto à Petrobras e 40% à petrolífera venezuelana, nada de prático aconteceu até agora. A principal dificuldade está nas garantias que a PDVSA precisa fornecer ao BNDES para assumir sua parcela de 40% (R$ 3,9 bilhões) no empréstimo de R$ 9,8 bilhões que o banco já havia concedido à Petrobras.
"O BNDES não está se sentindo confortável com as garantias que a PDVSA está oferecendo", disse ao Valor uma fonte próxima às negociações. Procurado, o BNDES informou apenas que as negociações estão em andamento e que não pode informar mais detalhes sobre operações que ainda não estão fechadas.