Para Antônio Carlos Sepulveda, presidente da Santos Brasil, o problema do setor não é a quantidade de terminais, mas a necessidade de melhorar a qualidade da operação
Os acessos marítimo e terrestre aos portos brasileiros são atualmente os principais gargalos enfrentados pelos operadores privados de terminais portuários, que seguem à espera das medidas prometidas pelo governo para aumentar a atração de investimentos privados no setor. Embora a uniformização da regulação e a definição sobre a prorrogação de concessões preocupem os investidores, representantes do setor que participaram hoje do Exame Forum, no Rio de Janeiro, apontaram as carências de infraestrutura como o principal obstáculo para reduzir os custos do transporte de cabotagem e aumentar a eficiência dos terminais portuários do país. A situação dos portos foi o tema de um dos painéis do fórum, que teve como tema “O papel da Iniciativa Privada na Expansão da Infraestrutura Brasileira”.
Para Antônio Carlos Sepulveda, presidente da Santos Brasil, o problema do setor não é a quantidade de terminais, mas a necessidade de melhorar a qualidade da operação com investimento em logística complementar. “Em Santos, o problema é o navio chegar e sair do porto. Os acessos são terríveis. O porto está perto da capacidade de movimentação de 100 milhões de toneladas e tem projeto de 200 milhões de toneladas e isso tudo no modal rodoviário. Um projeto portuário precisa de ligação logística. Santos não subexiste sem uma solução ferroviária”, afirmou.