Nenhum dos dezesseis projetos de mobilidade urbana planejados para a cidade de Natal até 2014 saiu do papel. A prefeitura da capital potiguar está embargada por dívidas com o governo federal e, portanto, ainda impedida de contrair R$ 300 milhões para as onze intervenções de responsabilidade da administração municipal. E na esfera estadual, apenas um dos cinco projetos viários pode ser iniciado até o final de setembro, segundo dados do próprio governo.
Na área de transportes coletivos, a qualidade dos serviços desestimula seu uso pela população. O número de passageiros dos ônibus urbanos cresceu apenas 1,5% nos últimos dez anos ante um crescimento populacional de 13%. Por outro lado, a frota de veículos particulares mais do que quadruplicou: saltou de 66,8 mil, no ano 2000, para 292 mil, em 2010, segundo dados da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) de Natal. Diante das crônicas deficiências no sistema de transporte coletivo, o potiguar apela cada vez mais ao transporte motorizado.