Os novos projetos de mobilidade urbana baseados nos variados sistemas de transporte sobre trilhos impulsionam um grande volume de negócios no país.
Operadores públicos e privados estão fazendo grandes encomendas a oito empresas instaladas no país: Alstom, CAF, TTrans, IAT, Siemens, Iesa, Bombardier e Scomi, da Malásia, representada pelo grupo MPE, segundo Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer). A capacidade total dessas empresas é de 1 mil carros por ano e as encomendas vão de trens de metrô a trens urbanos, monotrilhos e outros equipamentos. De acordo com a ANPTrilhos, o Brasil tem mais de R$ 100 bilhões em projetos metroferroviários, incluindo veículos leves sobre trilhos (VLTs).
Até 2020, conforme cálculo de Abate, serão mais 3 mil quilômetros de sistemas sobre trilhos, incluindo linhas de trem entre cidades e o trem-bala, entre São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro. O número de passageiros transportados diariamente sobre trilhos, hoje de cerca de 7, 7 milhões passageiros, conforme a ANPTrilhos, deve atingir perto de 10 milhões por dia útil em 2015, segundo a Abifer, nível dos anos 1960. “Vamos resgatar o transporte sobre trilhos e todos esses projetos vão demandar equipamentos, sinalização, eletrificação e telecomunicações”, diz Abate. Segundo ele, o ritmo de produção vem se acelerando desde 2007. Na década atual, deverão ser produzidos 4 mil carros, ante 1.930 unidades fabricadas na década passada. Para 2013, são previstos entre 350 e 400 carros.