As poucas frentes de trabalho que ainda atuam em lotes da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) estão em vias de serem paralisadas, mas não por causa de intervenção do Tribunal de Contas da União (TCU) ou problemas de desapropriação ou licenciamento ambiental. Como não há previsão sobre quando haverá trilhos disponíveis para instalar no trecho, as empreiteiras já se preparam para desmobilizar suas equipes nos canteiros de obra espalhados pelo traçado da ferrovia. A maior parte das empresas já concluiu a etapa de produção dos dormentes. A abertura do traçado e a preparação do solo também estão em fases adiantadas e agora dependem, essencialmente, da instalação dos trilhos para que as obras avancem. Fontes que atuam nas obras informaram ao Valor que possuem, no máximo, mais dois meses de obras civis pela frente.
Em novembro do ano passado, a Valec realizou o leilão para compra das 147 mil toneladas de trilhos que deverão ser instalados nos 1.022 quilômetros da ferrovia. O resultado do leilão, no entanto, não foi homologado até hoje, porque os dois consórcios que venceram os lotes da concorrência apresentaram recursos administrativos. O contrato prevê que o vencedor dos lotes se encarregue de produzir as barras de aço e entregá-las no porto de Ilhéus. A partir daí, uma outra empresa será encarregada de fazer o transporte dos trilhos até os canteiros de obra da ferrovia.