Sem verbas para tocar seus projetos, alguns órgãos do governo agem como se nada estivesse acontecendo, atrasando indefinidamente pagamentos a empreiteiras e fornecedores, forçando-os a se endividar nos bancos. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Ministério dos Transportes, parece ser uma rara exceção.
Durante muitos anos, o Dnit foi um dos principais canais de investimentos públicos do País, mas perdeu eficiência. Agora, para ajustar-se, preferiu seguir rota diferente da adotada por outros órgãos públicos. Adaptou sua ação às disponibilidades de caixa em face da redução de seu orçamento, que passou de R$ 11 bilhões em 2014 para R$ 6,4 bilhões neste ano. Não há previsão de aumento para 2016. É uma situação que exige criteriosa definição de prioridades. Em vez de iniciar novas obras, o Dnit concentrou sua ação na manutenção de rodovias ainda não concedidas à iniciativa privada, algumas em péssimas condições.