A diversificação de negócios ganhou ritmo a partir de 2009, com a entrada da terceira geração da família no comando.
Ainda fortemente associado à atividade de empreiteira, sua atuação original, o grupo Odebrecht diversificou na última década de tal forma seu leque de negócios que hoje 70% do seu faturamento de quase R$ 80 bilhões ao ano já vem das outras 15 áreas de atuação. Os braços do conglomerado, sob controle estrito da família que lhe dá o nome, variam hoje de energia, empreendimentos imobiliários, óleo e gás até entretenimento.
A metamorfose começou nos anos 70 em meio à escassez de obras no país, quando o "milagre econômico" do regime militar começou a se esgotar. O grupo comprou ativos em petroquímica e criou 20 anos depois uma empresa de concessão rodoviária. Mas esse movimento foi suspenso pela crise dos Tigres Asiáticos, que forçou a venda de negócios na década de 90. Passada a turbulência, a diversificação voltou com força a partir dos anos 2000. A companhia adquiriu mais ativos petroquímicos, como a Copene, e avançou para o etanol com a ETH. Após criar a Braskem em 2002, incorporou a Quattor e adquiriu fábricas de Sunoco e Dow nos EUA e Europa entre 2010 e 2011, o que a tornou líder nas Américas.