De janeiro a maio, o fluxo de investimento estrangeiro direto na indústria encolheu 17% em relação ao mesmo período de 2010, atingindo US$ 7,146 bilhões nas operações de participação no capital. Foi o único segmento em que houve queda do fluxo nos cinco primeiros meses do ano - na agropecuária, na atividade extrativa mineral e nos serviços, as inversões aumentaram muito, fazendo o total investido nesse tipo de operação aumentar 70% no acumulado de 2011, para US$ 26,5 bilhões, segundo números do Banco Central.
Agravadas pelo dólar barato, as dificuldades de competir da indústria brasileira tornam o setor menos atraente para o investimento estrangeiro, segundo alguns analistas, que veem no movimento um aumento do risco de desindustrialização do país. Entre os segmentos industriais que mais receberam recursos externos estão os ligados a commodities, como de metalurgia e de coque e derivados de petróleo, ou os mais voltados para o mercado interno, como o de produtos alimentícios.