Presidente tem até o fim do mês para decidir vetos. Ela também tenta costurar acordo com o PSD de Kassab
Após causar atritos no Legislativo e já acumular reclamações no Judiciário, o debate sobre a divisão dos royalties do petróleo finalmente chegou ao Poder Executivo. O projeto aprovado no Congresso Nacional na semana passada está nas mãos da presidente Dilma Rousseff, que tem até o dia 30 de novembro para decidir se o sanciona ou veta parcial ou integralmente o texto. Independentemente da decisão, Dilma corre o risco de sofrer represálias de prefeitos e governadores.
O texto aprovado pelos parlamentares desagradou a representantes dos estados nos quais há grande produção de petróleo, principalmente Rio de Janeiro e Espírito Santo. As duas bancadas, inclusive, já começaram a movimentar-se no sentido de levar a discussão à Justiça, hipótese que a presidente repudia. Por outro lado, se ela vetar os itens que tratam da divisão igualitária dos royalties com todos os estados e municípios do país e que podem acarretar em mudanças nos contratos já firmados, a presidente comprará uma briga com prefeitos recém-eleitos que podem ajudá-la ou atrapalhá-la na tentativa de reeleição em 2014.