A presidente Dilma Rousseff disse na quarta-feira que ainda há espaço no País para a construção de hidrelétricas, até mesmo na Amazônia. Mas Dilma ressalvou que, principalmente em relação à região, é preciso que haja uma discussão com todos os setores envolvidos. "Eu acho que essa é uma discussão que o Brasil tem de travar", afirmou.
O governo enfrenta dificuldades com as populações indígenas por causa da construção da usina de Belo Monte, no Pará, onde duas invasões foram realizadas para tentar impedir a continuação das obras. Índios de nove etnias estiveram em Brasília nesta terça-feira (4) para uma audiência com o chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, quando pediram a interrupção da construção da hidrelétrica de Belo Monte e de mais duas usinas no Pará - de Telles Pires, em construção, e de Tapajós, ainda em estudo. A administração federal avisou que as obras não serão interrompidas porque o Brasil precisa da energia que será gerada por estas hidrelétricas.