Entre os componentes importados estão motores elétricos, rolamentos de esferas, válvulas, peças usinadas, peças fundidas, peças forjadas, partes elétricas e até chapa de aço
O vice-presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, ao divulgar o resultado do setor em maio, alertou para o processo de desnacionalização que vive o país. Segundo a Abimaq, nos últimos oito anos as máquinas e equipamentos fabricados no país perderam 25% de conteúdo local. “Significa dizer que os fornecedores de insumos e componentes para as indústrias do setor perderam ¼ dos pedidos nesse período”, enfatizou Pastoriza.
Apesar da desvalorização do real junto ao dólar e da queda na taxa de juros, Pastoriza declarou que o cenário para o empresário ainda é preocupante. “Estamos importando chapa de aço. O empresariado brasileiro é muito competente, mas com os problemas internos - câmbio valorizado, juros altos e impostos, de nada adianta apresentar à Petrobras um produto inovador se os custos forem elevados. Nós não queremos protecionismo ou qualquer tipo de ajuda. Queremos é competir em igualdade de condições com os importados. Mesmo com a obrigatoriedade da percentagem do componente nacional na indústria, esses cânceres continuarão sendo um entrave para a melhoria no setor de máquinas e equipamentos”, afirmou.