A construção civil é um dos raros setores da indústria em que o ritmo de atividade se recuperou e a demanda é forte, seja da classe média, seja dos estratos de menor renda, que dependem de crédito incentivado.
Mas, à vista de problemas recorrentes do setor como a baixa oferta de lotes nas metrópoles e os altos custos burocráticos, o governo deve estudar como reduzir esses ônus e, assim, o preço do metro quadrado de área construída, para assegurar o acesso de mais famílias à moradia própria, num mercado em que os custos aumentaram muito nos últimos anos.
Representantes do setor da construção civil que conversaram com o ministro da Fazenda terça-feira propuseram uma agenda de desburocratização do setor. Um estudo sobre custos indiretos que incidem sobre a construção civil foi apresentado pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Simão. Baseado em casos concretos, o trabalho citado no site da Cbic mostra que o custo de construir poderia ser muito reduzido com a eliminação de gargalos nas áreas tributária e jurídica e a ampliação tanto das modalidades de crédito como da oferta de terrenos edificáveis.