Projeto é voltado à exploração da camada pré-sal e vai exigir a contratação de 3.500 pessoas qualificadas
O maior desafio da empresa Engevix Construções Oceânicas, que venceu a licitação para a construção de oito cascos para a exploração na camada pré-sal, será qualificar e encontrar mão de obra especializada para os trabalhos. A afirmação é do engenheiro Daniel Peres, vice-presidente da empresa, que apresentou, ontem, o projeto do empreendimento a ser desenvolvido pela Engevix no Polo Naval de Rio Grande, a partir da compra do Estaleiro Rio Grande e do contrato de US$ 3,5 bilhões recém-fechado com a Petrobras.
Em reunião-almoço na sede campestre da Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (Sergs), Peres destacou que será necessário treinamento de grupos para desenvolver as tarefas. "Haverá concentração de demanda de mão de obra especializada, o que é motivo de grande preocupação", frisou o engenheiro. Ele chamou atenção para o fato de que não existem profissionais preparados para este trabalho no Brasil, "muito menos em Rio Grande". Além de encontrar pessoas capacitadas, ainda será preciso que a empresa providencie infraestrutura para a acomodação das famílias dos trabalhadores. O alojamento no local deverá comportar 150 pessoas.