Estímulos concedidos pelo governo impulsionou os investimentos na primeira metade do ano
A série de estímulos concedidos pelo governo impulsionou os investimentos na primeira metade do ano, segundo economistas, mas não foi suficiente para manter a demanda por bens de capital aquecida no terceiro trimestre em meio a uma piora da confiança do empresariado e diante da maior volatilidade cambial.
Com a influência negativa destes dois fatores, analistas consultados pelo Valor calculam que o consumo doméstico de máquinas, equipamentos e veículos pesados voltou a cair nos três meses encerrados em setembro, um forte indício de que a alta de 6% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em máquinas e construção civil) de janeiro a junho ficou para trás. Para o terceiro trimestre, as expectativas vão de redução de 1% a 4% no investimento dentro do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao segundo trimestre, após avanço de 3,6% no trimestre anterior na comparação com os primeiros três meses do ano.