Infraestrutura. Potencial da região ainda atrai estrangeiros em concessões, mas ambiente econômico e atrasos nas licitações no País dão vantagens a outras nações latino-americanas
A busca por aprimorar a estrutura portuária não acontece apenas no Brasil. Na América Latina, países como Colômbia, Peru, Chile e México brigam por atenção de investidores internacionais, em um processo que, nos últimos 20 anos, elevaram os aportes em portos em 68%, segundo números do Cepal.
Na disputa por direcionar aportes, o atraso nas concessões dos portos brasileiros, a instabilidade econômica e a crise política têm levado potenciais investidores a baterem na porta dos países vizinhos. Apesar da estrutura continental da demografia, que caracterizaria o País como o principal ativo na América Latina, o Brasil perde espaço para economias e contratos mais liberais e flexíveis com investidores, além de volatilidade na comunicação com os governos. "Por mais atraente que seja investir no País, muitas vezes uma operação de menor porte no Peru passa a ser mais atraente", explica o professor de macroeconomia, especialista em infraestrutura portuária e marco regulatório da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Carlos Piola.