As condições favoráveis para a compra de máquinas, equipamentos e veículos pesados ajudaram a impulsionar os investimentos produtivos na primeira metade do ano, mas não foram suficientes para manter a demanda por esses itens aquecida nos últimos meses.
Segundo economistas, a deterioração da confiança dos empresários, a volatilidade cambial e o esgotamento do impacto de incentivos e das safras agrícolas levaram a uma retração do consumo aparente de bens de capital até agosto, o que aponta para queda, ou ao menos perda de força, da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em máquinas e construção civil) entre o segundo e o terceiro trimestres.
Analistas consultados pelo Valor calculam que, mesmo com os juros reais ainda negativos das linhas do Programa de Sustentação de Investimento (PSI), do BNDES, a produção nacional de máquinas e equipamentos (descontada a exportação) somada à importação desses bens caiu entre 2% e 4% na média de julho e agosto em relação à média do segundo trimestre, feito o ajuste sazonal. Já as projeções preliminares para a evolução dos investimentos dentro do PIB nos três meses até setembro - para o qual dados do consumo interno de máquinas ainda não são conhecidos - vão de relativa estabilidade, com possível recuo, até uma queda de 5,2%.