O consumo aparente de bens de capital no segundo trimestre surpreendeu ao manter ritmo expressivo de crescimento.
Segundo estimativas de economistas consultados pelo Valor, a produção nacional de máquinas e equipamentos, descontada a exportação e somada à importação desses itens, subiu entre 1,6% e 3,7% entre abril e junho na comparação com os três meses anteriores, feito o ajuste sazonal. Esse desempenho é um forte indício de que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em máquinas e construção civil) aumentou novamente no período, depois do salto de 4,6% observado na abertura do ano.
O comportamento acima do esperado do investimento no segundo trimestre, no entanto, não gerou expectativas mais otimistas para 2013. Com queda da confiança espalhada por todos os setores da economia em julho, mas concentrada na indústria, e câmbio em nível mais depreciado, a avaliação é que os incentivos concedidos pelo governo não serão suficientes para animar os empresários a investir e, assim, quase todo avanço da formação de capital físico no ano - cujas projeções variam de 3,7% a 7,5% - virá da herança estatística deixada pelo primeiro semestre.