A sustentabilidade tem ganho espaço nas obras da construtora Camargo Corrêa no Brasil e no exterior.
Em 2009, a empresa lançou seu primeiro inventário de emissões de gases de efeito estufa. Dois anos depois, foi a vez de criar uma bolsa de resíduos, com foco na gestão dos materiais usados. Em 2013, os gestores se debruçaram para criar o Plano Água, cujo objetivo é reduzir em 20%, até 2020, sua pegada hídrica. "A meta é agressiva e envolverá várias ações, de desenvolvimento de novas tecnologias ao maior reúso e tratamento de água para fins industriais", diz Dalton Avancini, presidente da construtora, cujo consumo chegou a 10 milhões de metros cúbicos em 2012. O plano de gestão estratégica hídrica, certificado por uma auditoria internacional, prevê metas anuais de diminuição do uso de água nas obras próprias.
Para determinar a meta, a construtora realizou seu primeiro inventário de utilização de água, em 2009, na obra da usina hidrelétrica de Batalha, na divisa entre os Estados de Goiás e Minas Gerais. Após meses de trabalho e com base em parâmetros da entidade holandesa Water Footprint Network, a equipe da empresa constatou que os processos de produção, principalmente na cura e fabricação do concreto, respondem por cerca de 50% do total da água consumida. Outros 30% se referem a atividades nos canteiros, alojamentos, escritórios. Cerca de 20% estão no consumo de ações de apoio industrial.