Em um galpão da fábrica da Vulcan em Irajá, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, bobinas com peso unitário de três mil quilos aguardam a exportação para o Chile. Os rolos, maiores que uma pessoa, são feitos de mantas de laminados de PVC. O produto é aplicado a setores como mineração, construção civil e aterros sanitários e tem a função de impermeabilizar o solo e evitar contaminações ambientais.
Também conhecidas como geomembranas, essas mantas plásticas são uma das apostas de crescimento da Vulcan, fabricante de laminados de PVC com matriz em Irajá e outras fábricas em São Roque (SP), Liancourt, na França, e Enkhuizen, na Holanda. Em 2010, as geomembranas responderam por apenas 2% do faturamento da Vulcan Brasil, de cerca de R$ 300 milhões. Em cinco anos, a expectativa é de que a manta de PVC aumente para 20% a participação na receita da empresa, diz Hélio Buciani, presidente do grupo Brascom, que controla a Vulcan por meio da holding Indústria de Laminados Plásticos (ILP).