Para o Sindicato da Construção, as empreiteiras aproveitam a falta de fiscais do Ministério do Trabalho para relaxar em estrutura e equipamentos de segurança
Entre outubro de 2010 e fevereiro deste ano, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) com o Sindicato dos Empregados na Construção Civil fiscalizaram 500 obras que estavam com alguma irregularidade. Os responsáveis por todas elas foram notificados e obrigados a paralisar suas atividades até que se resolvessem os problemas de segurança identificados. No mesmo período, mais 50 alojamentos de trabalhadores foram interditados.
O volume de obras irregulares representa, segundo o Sindicato da Construção Civil, de 20 a 30% de todas as obras em andamento em Piracicaba, que vive um "boom" de empreendimentos. De acordo com Milton costa, presidente da entidade, o desrespeito às Resoluções Normativas (RN18) é muito comum no país, devido à falta de fiscalização do Ministério do Trabalho. "Por isso, as construtoras e empreiteiras se aproveitam da situação, economizando na estrutura e em equipamentos de segurança, colocando em risco a vida dos trabalhadores", lamentou.