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CNEC é adquirida pelo grupo australiano WorleyParsons

Redação GC 12/01/2010 às 15h37
CNEC é adquirida pelo grupo australiano WorleyParsons

Fonte: Agência Estado

Fundada em 1959 por professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), a Cnec foi incorporada dez anos depois pelo grupo Camargo Corrêa. A venda ampliou o leque de serviços da empresa, que cresceu bastante. No entanto, desde o final de 2007 a Cnec está sendo estimulada a se tornar mais independente. Segundo José Aires de Campos, presidente da empresa, o vínculo com a construtora dificultava fechar negócios com outras empresas do ramo, que temiam o vazamento de informações sigilosas. E a Cnec não tinha exclusividade nos projetos de engenharia da Camargo.

Outro problema importante ocorria na licitação de obras públicas. A legislação brasileira impede que o governo contrate os serviços de engenharia e de construção no mesmo grupo. “Como a licitação para engenharia ocorre antes, nem participávamos de alguns projetos para evitar conflito de interesse no futuro”, disse Campos.

A saída da Cnec é um negócio pequeno nessa estratégia. Conforme reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em agosto, a Camargo estudava colocar à venda alguns ativos importantes, como as participações acionárias na holding bancária Itaúsa, na fabricante de alumínio Alcoa e na gigante do denim (tecido para jeans) Tavex. “Lá atrás o doutor Sebastião Camargo (fundador da Camargo Corrêa) avaliou que valia a pena investir desde a engenharia até a construção. Agora, a visão do grupo é concentrar nas suas principais capacidades”, contou José Aires de Campos.

Mas o relacionamento entre Cnec e Camargo Corrêa não vai desaparecer. Segundo o executivo, vai ocorrer “caso a caso, projeto a projeto”. Por exemplo: a Cnec é hoje uma das empresas de engenharia mais envolvidas na construção da hidrelétrica de Belo Monte, em parceria com a Camargo Corrêa. Se conquistar a concessão, a construtora terá liberdade para contratar os fornecedores e deve chamar a Cnec. Caso a Camargo Corrêa perca o negócio, a Cnec também fica de fora. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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