Surge um novo ícone arquitetônico inspirado na sustentabilidade e diversidade cultural paulistana

O Hospital Umberto I (lê-se Humberto Primo), mais conhecido como Hospital Matarazzo, foi construído pela Società Italiana di Beneficenza, em 1904, para atender ao imigrantes italianos e seus descendentes que aqui chegavam. Um de seus principais mecenas foi justamente o Conde Matarazzo que acabaria por vincular seu nome ao do hospital. Na época em que foi construído, em terreno de 27.419 mil metros quadrados[1] no bairro Bela Vista, a avenida Paulista ainda era uma rota distante ocupada por grandes chácaras, que separava a região dos bairros residenciais dos Jardins ao centro histórico da cidade. Formado por edifícios no estilo neoclássico, o conjunto foi tombado em 1986, como bem cultural de interesse histórico-arquitetônico pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT). A propriedade faliu, encerrou suas atividades em 1993 e acabou fechada durante 20 anos. Até que em 2011 o imóvel foi adquirido pelo grupo francês Allard que enxergou justamente nesse componente histórico um verdadeiro tesouro arquitetônico.