Estatal não tem recurso para investir. Consórcio quer vender fatia da Odebrecht
A indefinição sobre o futuro da Infraero está atrapalhando negociações de operadores dos aeroportos privatizados com investidores estrangeiros em busca de novos sócios para incrementar o caixa e cumprir obrigações, como pagamento de outorgas e investimentos. Diante das dificuldades de obtenção do empréstimo de longo prazo do BNDES, a RIOgaleão tenta atrair investidores, sobretudo asiáticos, para comprar parte da fatia da Infraero e da Odebrecht Transport. A Infraero tem 49% da concessionária. O consórcio privado detém os 51% restantes, sendo que, nesta fatia, 60% são da Odebrecht Transport e 40%, da Changi, de Cingapura. As conversas com os asiáticos começaram ano passado, quando os sócios do RIOgaleão buscavam investidores para uma eventual saída da Infraero. Pelo contrato, a estatal tinha obrigação de participar do primeiro ciclo de investimentos, concluído em abril. A partir daí, a Infraero tem a opção de não acompanhar novas rodadas de investimentos, o que a levaria a ser diluída na sociedade. A estatal não tem dinheiro sequer para participar da chamada de capital (necessária para pagar as outorgas).
Como não se sabia se a Infraero ficaria ou não, os sócios tiveram que buscar interessados, disse uma fonte a par das conversas.