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CEO da Camargo enfrenta seu maior desafio

De uma hora para outra, o presidente da Construtora Camargo Corrêa, Antonio Miguel Marques, teve de retirar 20 mil operários da obra de Jirau. Aqui, ele conta à DINHEIRO como comandou essa operação de guerra em plena selva amazônica

Redação GC 28/03/2011 às 15h11

Fonte: Isto É dinheiro

O clima na sede da Camargo Corrêa em São Paulo era de extrema tensão na manhã de 17 de março. Enquanto a destruição acontecia no acampamento da obra da usina hidrelétrica de Jirau, na Amazônia, o presidente da construtora, Antonio Miguel Marques, convocava um comitê de crise logo nas primeiras horas da manhã, a três mil quilômetros de distância, em São Paulo.

Nos três dias seguintes, o gabinete de crise na sede da companhia, no bairro do Jardim Paulistano, concluiria uma das maiores operações logísticas da história empresarial brasileira. Os 12 executivos destacados por Marques para a missão praticamente não dormiram entre quinta-feira e domingo, imersos em negociações para concluir a complexa evacuação de 20 mil operários do canteiro em Jirau, a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), orçada em R$ 13,9 bilhões. “Meu envolvimento foi total e pessoal, 24 horas por dia, durante a crise”, afirmou Marques à DINHEIRO, em entrevista exclusiva.

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