Assinado em junho, o contrato de concessão de Viracopos prevê a construção da segunda pista apenas em 2023.
A Infraero estuda a possibilidade de comprar kits próprios de remoção de aviões com problemas, após o incidente com um cargueiro que paralisou por 45 horas as operações do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), no fim de semana retrasado. O governo também pretende negociar com a Triunfo e a UTC, empresas que encabeçam a nova concessionária responsável pela administração de Viracopos, uma antecipação da segunda pista do aeroporto.
Assinado em junho, o contrato de concessão de Viracopos prevê a construção da segunda pista apenas em 2023. A concessionária Aeroportos Brasil, que também conta com a participação minoritária da operadora francesa Egis, já havia anunciado a intenção de adiantar a entrega da obra para 2017. O prazo original do contrato reforçou, entre assessores presidenciais, a percepção negativa sobre as regras do leilão de aeroportos realizado em fevereiro. Nem mesmo a nova data prometida pela concessionária privada agradou ao Palácio do Planalto, que passou a dar mais atenção ao assunto após o incidente com o cargueiro da Centurion. A presidente Dilma Rousseff chegou a dizer, em discurso inflamado no sábado em Campinas (SP), que "Viracopos será, sem sombra de dúvidas, o maior aeroporto do Brasil".