Com uma carteira de contratos para fornecimento de equipamentos eólicos que em menos de um ano saltou de US$ 100 milhões para US$ 1,5 bilhão, a empresa americana GE passou a ver no Brasil um dos caminhos a percorrer para driblar a queda da demanda em outros países, principalmente nos Estados Unidos. Enquanto o governo brasileiro realizou seus dois primeiros leilões de energia eólica, países europeus retiraram seus subsídios e nos Estados Unidos, que têm um dos maiores parques mundiais, a queda dos preços de gás natural tornou a competição com energia térmica impraticável. O recuo chegou a 22% neste ano.
O líder global de energia eólica da GE, Victor Abate, afirma ainda que a queda do consumo de energia elétrica nos Estados Unidos também arrefeceu fortemente a demanda por equipamentos. No Brasil, a realidade é bem diferente. Não só o consumo cresce, em alguns meses desse ano na casa dos dois dígitos, o governo tem dado sinais de que vai continuar a incentivar a energia eólica se os preços continuarem atrativos. Em menos de um ano, foi contratada energia de parques eólicos que juntos têm uma capacidade de gerar 3.900 MW.