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Sustentabilidade

Brasileira vence competição global da Sandvik para uso do Grafeno

Nadia Ayad, estudante de engenharia de materiais no Instituto Militar de Engenharia (IME) no Rio de Janeiro, empregou o grafeno para filtragem e dessanilização da água para residências a baixo custo, que pode beneficiar principalmente as comunidades carentes e as residências do futuro

Redação GC 19/01/2017 às 13h40

O Desafio do Grafeno foi uma competição global que convidou pessoas de todo o mundo a apresentar ideias de inovações sustentáveis feitas com grafeno e que pudessem revolucionar as casas modernas. A Sandvik Coromant, uma Área de Produto da Sandvik, anunciou a vencedora  da competição global Desafio do Grafeno no ano passado. O premio foi atribuído à contribuição inovadora de utilizar o grafeno em um dispositivo de filtragem e sistema de dessalinização para fornecer água potável para as residências. A solução reduziria significativamente os custos de energia e a pressão sobre os atuais fornecedores com a “reciclagem de água”. O premio foi atribuído à contribuição inovadora de utilizar o grafeno em um dispositivo de filtragem e sistema de dessalinização para fornecer água potável para as residências. A solução reduziria significativamente os custos de energia e a pressão sobre os atuais fornecedores com a “reciclagem de água”.

Com o aumento da urbanização, globalização e a ameaça das mudanças climáticas, há a previsão de que quase metade do mundo viverá em áreas onde a água será escassa. Por isso, existe uma real necessidade de métodos eficientes para o tratamento e dessalinização de água. “Pensei que a natureza exclusiva do grafeno e suas propriedades, incluindo seu potencial como membrana de dessalinização e suas propriedades superiores de peneiração, poderia ser parte da solução”, disse a vencedora. Ela revela que sempre fui fascinada por medicina regenerativa e pela forma como se pode  usar materiais avançados para reparar e melhorar o corpo humano. Essa curiosidade a levou a escolher a carreira em engenheira de materiais com ênfase em trabalhos de pesquisa em engenharia de biomateriais e tecidos. Ela se diz ansiosa para conhecer pesquisadores importantes na área e ver de perto como pesquisas inovadoras são conduzidas em uma organização líder de mercado. Nadia aporofundou o interesse pelo universo científico ao conseguir uma bolsa do Ciência Sem Fronteiras para estudar na Universidade de Manchester, na Inglaterra. Ela visitou a sede da Sandvik Coromant, em Sandviken, na Suéci, onde se reuniu com profissionais da indústria e visitou o Centro do Grafeno na Universidade Chalmers.

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