O Brasil não corre o risco de um "apagão" generalizado de mão de obra de engenharia. Essa é a conclusão que está em artigo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), discutido na terça-feira (5) em debate promovido pelo próprio instituto. Segundo os autores, apesar de ainda estar abaixo de outras profissões, o número de engenheiros exercendo a atividade tem crescido desde os anos 2000 e a tendência é aumentar ainda mais no curto e médio prazo com a graduação de novos profissionais.
O artigo é dos pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) Mario Sergio Salerno, Leonardo Melo Lins, Bruno Cesar Pino Oliveira de Araujo, Leonardo Augusto Vasconcelos Gomes, Demétrio Toledo e Paulo Meyer Nascimento. Segundo eles, um cenário econômico favorável torna a carreira atrativa - o que vale também para o oposto. O dados analisados por eles mostram que o percentual de engenheiros exercendo ocupações típicas era 29% em 2000 e foi crescendo ano a ano até alcançar 38% em 2009.